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e temas interessantes.
Aguarde!
NÃO
TIVE A MÍNIMA DÚVIDA que se houvesse algum ruído forte, algum grito mais
histérico, algum clarão mais descompassado, mesmo em tom de brincadeira ou de
maldade intempestiva de alguém, talvez eu não estivesse, aqui, indicando tal
reflexão.
Deus!
Onde anda a preocupação com os semelhantes. Um local como o Lupus Bier deveria
ter, antes do show, uma apresentação de rotas de fuga, deveria ter sprinklers
aspersores de água automáticos, extintores de incêndio multiuso, rota de fuga
de fácil acesso e iluminada, brigadistas treinados para situações de
emergência, grandes portas de emergência, sinalizações visíveis, leiaute
dinâmico, para facilidades do necessário ordenamento em casos inseguros.
As dificuldades enfrentadas pelas
barreiras do conhecimento nem sempre são perceptíveis, mas estão alicerçadas
nas dificuldades em que o dia-a-dia das demonstrações do próprio conhecimento expõe
o Dr. Explicação que, em contrapartida,
perde o relacionamento afetivo entre aqueles com os quais convive. Nessa fase,
o silêncio é a melhor etapa do aprender. O repensar é a saída e o deixar
correr-solto, de repente, é a melhor maneira de se viver em paz, em harmonia e,
acima de tudo, concordando com muito daquilo que feito ou desfeito não trará
expressiva importância para o viver nesse mundo de meu Deus, Amém!
De longe, vejo uma fogueira à beira da praia e, na areia,
várias velas envoltas a rudimentares proteções dão um toque de claridade rompendo
a escuridão característica de uma noite em que a lua se esconde nas nuvens de
um tempo não muito bom.
Aos poucos e um tanto quanto receoso, vou me aproximando
para conhecer de perto o que de longe parecia um momento de concentração
espiritual de alguma seita. Claro que estava com receio da receptividade. Vi,
ainda distante, que todos estavam vestidos de branco e usavam turbantes.
Algumas
senhoras responderam às minhas perguntas a respeito do que se tratava e se
eu poderia registrar, com a minha Nikon, todo o ritual, indicando-me para conversar com um homem,
aparentemente, jovem.
várias
oferendas são, em determinado momento do ritual, lançadas ao mar.
O ritual encera-se à luz do sol do primeiro dia de
janeiro, mas a noite é longa e várias etapas seguem a tradição e orientação
espiritual. Nada é por acaso.
Roberto, conhecido como neguinho e, também, “cutaleci”,
pertence a uma colônia da cidade de Una, no interior da Bahia.
pipocas e águas bentas dão
o “descarrego” dos maus apegos do ano que se finda e a concentração nas rezas e
gestos
aos Pais Espirituais, com súplicas de bons caminhos em todo o ano que
começa, dão a credibilidade aos pedidos que são retribuindos aos DEUSES pelo tudo tido ou pedido,
com
oferendas simples, até artesanais, mas visíveis pelos clarões da fogueira feita
com palha dos coqueiros que rodeiam o local sagrado escolhido.
De tudo ficou a certeza da missão cumprida e da
recompensa, fortalecida na FÉ e na ESPERANÇA por melhores dias, nas etapas do
novo ano onde a PAZ, talvez, seja o pedido maior de todos, independente se
alguns itens das oferendas foram devolvidos pelo mar.
Pois a vida continua, a natureza é bela, a esperança é a
força da existência e o que nos é dado por essa vastidão de mares, terras e
criaturas, com me falou José Alves (pescador de Itabuna/Ba) ao lançar a sua tarrafa em busca de Rubalos, Tainhas e Carrapetas (peixes da região), já são oferendas do PAI superior, sem sombra de dúvidas, bem maiores das que proporcionamos a nós mesmos, aos outros e ao próprio DEUS.
Não há como estar ausente ou mesmo sentir-se ausente dos inúmeros pontos da
informalidade que vivenciamos a cada canto em que nos encontramos. No Brasil, é
crescente o número de pessoas que, mesmo sem visualizar melhoria alguma nas
suas vidas profissionais, tem como alternativa o enfileiramento nas parcas
opções de oportunidades de ser "alguém", contando com a sorte que às
vezes não passa nem por perto quanto mais ser considerada companheira.
O mercado de produtos diversos, clandestinos por procedência duvidosa, é
crescente, constante e vem ajudando muitas pessoas e prejudicando outras
tantas. Vende-se de tudo, nada se garante e muito menos há contribuição com o
social. Não há recolhimento de impostos e muito menos divisão adequada dos
lucros. A exploração deixou de ser pela “escravidão” e passou a ser pela “evolução”,
pois ganha-se o quase nada, para não ficar com o nada.
Nas esquinas, praças, ruas de todos os sentidos, internet e todo e qualquer
ponto que possa ter algum movimento há alguém vendendo algo do que nem
precisamos, mas que lhe é muito mais preciso trocar por algum valor. 
Compramos o que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para fazer
inveja a aquém que não gostamos, isso ouvi, uma certa vez, de um comentarista
de televisão, quando se referia à falta de rumo do mercado informal,os seus
prejuízos à economia e o engodo em que a sociedade estava metida. Achei muito
interessante e podemos observar que o crescimento da economia informal não
contribui com a diminuição da miséria e sim do foco sobre o nível de miséria e quem é o "miserável".
Na verdade, a facilidade para aquisição de bens, de um modo geral, atingiu a
todas as classes sociais.
O endividamento é maior que a receita da grande
maioria dos brasileiros, a economia está bastante movimentada, mas o capital de
giro, a “grana” no bolso, deixou de existir, o dinheiro de plástico passou a
ser a “bola da vez” e está completamente atrelado ao poder das instituições financeiras
que a cada dia ganha e re-ganha e o povo se arreganha. Cada qual no seu “quadrado”.