24 de set. de 2010

Democracia

Sem querer opinar sobre melhores ou piores que escolheremos nas próximas eleições, sempre me questiono nesse período eleitoreiro : qual o verdadeiro sentido desse evento?
Se por um lado dizem que é um momento bastante democrático e que o futuro está em nossas mãos, por outro afirmam que nada mudará, pois políticos são todos iguais e só querem se beneficiar. Tudo bem, podem até existir os dois lados, mas de uma coisa eu tenho certeza : se não existisse candidato safado, desonesto e corrupto o valor do voto seria outro.

Acho muito importante que o povo eleja os seus dirigentes, sou a favor da escolha por votação secreta, por entender ser uma das formas que permite maior liberdade de escolha, mas daí imputar ao eleitor culpa pela escolha de maus dirigentes, há uma grande distância.
E, aqui, pela minha experiência, abro fogo contra as afirmativas de que "cada povo tem o governo que merece", pois todos os candidatos que se apresentaram desde 1969, data da minha primeira participação em um sufrágio e até hoje, escolhi gestores credenciados pela justiça eleitoral e a ela e aos órgãos de controle da administração pública existentes, cabem todas as manifestações de insatisfação do povo, pela inclusão de maus gestores no governo que não merecemos.
Acabemos com a pecha de que o povo é quem elege bem ou mau os candidatos, pois se todos fossem pessoas ilibadas caberia ao povo, apenas, a escolha da ideologia política partidária e não o menor ou maior corrupto, desonesto ou coisa que o valha.

Seguro a bandeira da tal Ficha Limpa, só não sei se, impregnado na malversação do bem público, do levar vantagem e da falta de medidas de punição severas, a aplicação da tal ficha dará espaço a algum escrutínio ao logo dos próximos 50 anos, pois, dificilmente, sobrará algum vivente para receber os votos merecidos.

Quiça esteja enganado, até espero que esteja.

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