Todo ano tem o dia do Bom Velhinho !
Nessa época, são tantos os desejos de sucesso, vitória, paz, saúde, harmonia, etc., que se acontecer o pior mal do planeta, por certo, será exterminado de imediato pelos “bombardeios” dos votos natalinos que, por si só, não provocarão mudança alguma nas carências e necessidades instaladas. Esse é o tema.
Existem duas correntes com vários seguidores, a do desejar e a do ajudar. Aliadas a essas correntes, existem muitas opiniões e, sem polemizar, pois as correntes e as opiniões já geram conflitos pelas suas próprias naturezas, já passou da hora de entendermos e agirmos em prol da harmonia constante.
Muitos crédulos de uma vida melhor seguem com a esperança de que algo, ainda, acontecerá para mudar o seu destino e proporcionar uma vida maravilhosa. Claro que aquele que tem a “grana” como o poder absoluto, tem a esperança de que irá ganhar mais dinheiro e ter “tudo do bom e do melhor”. Aqui, não posso deixar de imaginar que o tudo do bom e do melhor do abastardo é semelhante ao que o menos abastardo, também, considera como o bom e o melhor, só que, medidas as proporções, as escalas nas preferências são infinitamente, díspares. Mas, enfim, todos os seres humanos, animais e outros habitantes dessa maravilha conhecida por “habitat” almejam ter, pelo menos por algum momento, o “tudo do bom e do melhor”.
Com isso, não poderiam ser diferente as diversas manifestações de desejos no “The End” de cada ano. Repetem-se as falácias, revestidas de brilhos e lantejoulas com pitadas de purpurinas e fios dourados, além de bolas coloridas e velinhas iluminadas, aos ouvidos ambulantes, tanto amigos quanto inimigos, sobre as mais diversas vontades de que aquele tal de “tudo do bom e do melhor” aconteça. Passado o momento de extrema performance comercial, essas muitas vontades, em proporções elevadíssimas apenas no imaginário dos esperançosos, volta-se a realidade das mesmices “vidiana” (entenda como vidinha ingrata) e todos embarcam em mais uma viagem de um ano novo sendo que isso não é, nada mais nada menos, que o resultado de um corte no período de 365 dias, imaginando-se que o outro período poderá ser melhor do que aquele que passou e por aí vamos.


Mas os efeitos e resultados para uma vida melhor estão à espera das ações dos "alavancadores" de idéias, projetos e etapas que criem uma corrente solidária que transforme a esperança em uma realidade sustentável. Os incontáveis organismos sociais (legais, ilegais, clandestinos, etc.) as chamadas ONGs, mesmo somadas a muitas associações, também legais ou "piratas" são insignificantes para atender ao contingente de necessitados, até porque o Governo, principal gestor da riqueza e da miséria, em grande parte das gestões, envolve-se em partículas pequenas da política, mas que consomem os vastos recursos subtraídos do POVO, sem a este reverter algo perdulário.
Resta à grande massa humanitária a miserável habilidade de transformar os votos do querido “The End” de cada ano em ação de ajuda mútua, sob pena de dar continuidade a falácia com os maravilhosos votos para quem necessita não só de palavras. Seguem, então, algumas sugestões de ações possíveis e não só da "boca pra fora". Vejamos : Far-lhe-á falta aquilo que o seu desapego falar mais alto?
Acho que não. Você pode doar algo como : uma palavra amiga; um olhar de irmão; um gesto vindo do coração; um aperto de mão; um pedaço de pão; um prato de feijão; uma roupa que por anos apenas decora o seu guarda-roupas; a sandália usada; o lençol meio que remendado; a panela amassada ou qualquer artigo que apenas decora a sua casa e que poderá ser útil para quem sequer tem casa?É cruel, é duro e, muitas vezes, até, insensato afirmar que, no mundo atual, o desejo de felicidades está valendo muito menos do que a sua verdadeira intenção quando profere as palavras no “The End” de cada ano.
O momento requer ação com "pitadas" de palavras doces de esperança.
O momento requer ação com "pitadas" de palavras doces de esperança.
Doar-se e doar é agora. Acredite : você está aqui para isso.


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