Sabe aquela matéria sobre pedofilia? Pois bem :
existem várias que trazem diversos casos, mas precisam explicitar, antes de tudo e muito direitinho, o que significa pedofilia.
No virtual e atual “pai dos burros” Google, basta digitar a palavra pedofilia e encontraremos uma infinidade de textos a respeito. De muitos, pesquei um deles que achei mais ou menos aderente à nossa realidade social brasileira.
“Não é uma doença, mas sim uma parafilia, um distúrbio psíquico que se caracteriza pela obsessão por práticas sexuais não aceitas pela sociedade, como o exibicionismo e o sadomasoquismo. Muitas vezes o pedófilo apresenta uma sexualidade pouco desenvolvida e teme a resistência de um parceiro em iguais condições. Sexualmente inibido, escolhe como parceiro uma pessoa vulnerável.” (http://www.brasilescola.com/sociologia/pedofilia.htm)Há de se ter a consciência plena de que tudo ao qual estamos expostos tem vários ângulos que o envolvem e que devem ser observados, senão, de uma forma ou de outra, muitos serão condenados e de nada valerá tal condenação.
De início, cabe o registro de que sou casado e pai de três filhos, sentindo-me perfeitamente tranquilo e certo de que os meus comentários, baseados em sentimentos e história de 59 anos de vida pautados em dignidade e caráter, sem preconceitos ou hipocrisia medíocre que rondam a sociedade em que vivemos, credenciam-me a discorrer sobre a matéria, recepitivo às possíveis críticas ou pensamentos não iguais ou mesmo semelhantes aos meus.
Tendências, das mais diversas, trazem o assunto dentro do campo de visão de quem fala, entretanto e normalmente, completamente diferenciada de quem o escuta. Temos a, diria, comodidade de tratarmos o assunto dentro do que de maioria é conduzido em falatórios, sem nos atermos aos princípios das formações díspares de quem as vive.A máxima de que cada indivíduo é um individuo não pode ser excluída de qualquer análise sobre a matéria. Não podemos deixar de lado o conceito de que o anormal é, perfeitamente, normal no seu mundo exclusivo, este criado pela sociedade dita normal.
Duas vertentes não podem, em hipótese alguma, ser desconsideradas e com a assertiva de que 2 + 2 = 4 não são excludentes, pois uma viverá, sempre, em perfeita harmonia com a outra, que são:
Condição social
e Distúrbio de Comportamento.
Não precisamos ter formação cultural alguma para percebermos que à essas duas vertentes dois “temperos” ajudam à força necessária para que a pedofilia prospere: Pobreza e Riqueza. A miséria transforma seres humanos em desumanos e a riqueza transforma seres humanos em idênticos desumanos. Por isso dizer-se que os excessos são conexos.Na miséria social, a carência pela sobrevivência não mede fronteiras para expandir-se em busca do algo melhor e, sem hipocrisia alguma, acertando contas com Deus e com o Diabo, segue, sem preconceito algum, por caminhos repelidos pela burguesia que abrigará os tais emergentes da miséria, dentro do que lhe for mais prazeroso ou conveniente.

Crianças prostitutas, pequenos ladrões sem habilidade, assassinos sem técnica, pais sem história legal, filhos sem tutores. Esse é o mundo oferecido pela sociedade abastarda e que, em maioria, é reprimido por conta daquilo que lhe é promissor no maravilhoso “status co”.
Indefesas criaturas, com história arraigada em miséria contundente, são fáceis alvos da sociedade intelectualizada de “merda” que usa e abusa por migalhas requeridas dos menos favorecidos, para uso próprio do que a vida construiu de mais sublime. Nesse campo, estaremos diante do poder sobre a miséria que, aliada à doença psíquica e características dos dominantes não respeitam a sua tendência para o sexo ou o abuso de forma geral, dentro das medidas em que foram concebidos. Estaremos diante do escravizamento de outrora moldado em formas atuais.
Nisso, vemos os supostos abastardos, aqueles dos quais a vida só lhes furta a virtude e o caráter, utilizando-se dos parcos recursos educacionais e sociais de criaturas semelhantes na exploração geral ou segmentada, dentro do que de vil lhe é prazeroso ou necessário. Nesse segmento, incluem-se os dotados de poderes ou influências adquiridas por meios escusos ou legais, mas com identidade falsa ao que a vida lhe exige construir.A pedofilia é uma via de duas mãos em que de um lado trafega a inoperância dos tutores de incautos menores ou portadores de alguma deficiência e do outro lado trafegam os incontáveis aproveitadores, doentes ou sãos, dessa vulnerabilidade ou irresponsabilidade social.
Se estamos diante de um processo em que o estado é inoperante, como de muito o é em vários segmentos, não há como, simplesmente, culpar os miseráveis bem como os abastardos, pela prática da pedofilia, pois a mente perversa nasce em cada indivíduo com a velocidade maior do que o extermínio de alguns que a utilizam. Precisa-se punir, mas a importância não é somente a punição e sim a eliminação da vulnerabilidade.Prenda o pedófilo, mate o pedófilo, estaremos diante da analogia do prenda-se o consumidor de drogas, mate o traficante. Medidas as proporções, são atitudes que eliminam os atuais, mas os futuros chegarão com a velocidade da luz. Fazer o que? Matar-se e a todos?
Da mesma forma que não queremos exterminar crianças desprovidas dos olhos caudalosos dos seus tutores, não podemos aceitar o extermínio dos pedófilos. Sim, pois do jeito que a “banda está tocando” a paz pretendida por todos, a cada dia, perde força nas conectividades virtuais, no crescimento desenfreado da população, na ganância da maioria, nos descomprometimentos com os seres humanos, pois estaremos, em momentos bem mais próximos do que imaginamos, em redomas com o antro batendo-nos à porta e esse antro não terá limites.
Não vamos imaginar a pedofilia como o câncer da sociedade moderna, pois de muito já se constituía, mas a inércia ou atitudes apenas repressoras constituem a velocidade lenta no extermínio do mal que a sociedade convive defendendo-se em seus guetos cuidando dos seus entes, intramuros.
Não há de se esconder que o cuidado com os seres humanos, providos ou desprovidos de bondade ou maldade, é bem menor do que os afagos que estamos dando aos animais. Por escala de paridade, podemos dizer que, hoje, já não se sabe se FREDE é nome de um amigo, de um cão, de um amigo cão ou de um cão amigo. É de se manifestar que a atenção de instituições protetoras de animais prospera de forma desproporcional ao que é necessário às instituições protetoras dos seres humanos.A pedofilia é um item e quem a pratica deve ser tratado, no mínimo, com uma das vertentes que cercam o problema social e que instituiu esse desequilibrio, mental ou racional.
Rememoremos a importantíssima pergunta :
MINHA SENHORA ONDE ESTÃO E O QUE ESTÃO FAZENDO OS SEUS FILHOS, AGORA?


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