1 de fev. de 2011

IEMANJÁ é Rainha do Mar e o Festival é do VERÃO.

Alguns baianos e turistas reverenciam, cada um com o seu estilo de devoção, a Rainha do Mar, nessa terra de todos os santos e de todos as crenças. Em barcos a remo, à vela ou lanchas potentes dos ricaços ou de quem tira onda de rico, o cortejo acompanha o barco tradicional que conduz as oferendas que serão lançadas ao mar, com a fé de que a Rainha do Mar retornará, em agradecimento, tudo de bom e maravilhoso esperado por todos.
O evento tem o lado religioso, como tudo que acontece na Bahia, mas e em escala bastante elevada, o lado profano prolonga-se por vários dias. Naturalmente que nem tanto ao céu e nem tanto ao mar,  se essa festividade e outras do calendário dos baianos, que são revestidas de liberdade e permissividade, acontecessem em Sodoma e Gomorra a destruição dessas duas cidades teria acontecido bem antes do tempo em que o SENHOR as escomungou.

Como atenuante ou não, os festejos de Iemanjá não tem nenhuma ligação ou referência com os Cristãos,  aliás no dia 2 de fevereiro a Igreja Católica homenageia Nossa Senhora das Candeias. Derivando-se para o tal "sincretismo religioso" diz-se da existência da relação.
" A festa que é celebrada hoje pela igreja é chamada também de Purificação de Nossa Senhora, ou Nossa Senhora das Candeias, ou ainda Nossa Senhora da Candelária. Está é uma das mais tradicionais festas da igreja, remetendo ao século IV. É o dia em que Nossa Senhora e São José  apresentam  Jesus no Templo. Simeão exultou de alegria, porque Deus visitou seu povo, trazendo a salvação que ele, já em idade avançada, pode contemplar e  profetiza sobre o Menino, mostrando o mistério de sua paixão, morte e ressurreição. Esta festa é conhecida  também festa da Purificação de Nossa Senhora, porque segundo o costume dos judeus, somente 40 dias (se fosse menina, 80 dias) após o parto é que a mulher podia freqüentar de novo o Templo. Nessa ocasião devia cumprir a oferta prescrita pela Lei. (http://oracoesdefe.blogspot.com). 



São tantas e tão diversificadas as oferendas que, no dia seguinte, com o balanço das ondas, as praias ficam tomadas pelo que Iemanjá devolveu, aliás tudo que boia volta, naturalmente.


Mas o povo não é disso que se preocupa e sim da fé e da festa, aliás, medidas as proporções, cada uma ocupa o seu local, tempo e templo, com muita comida e bebida, gente de todos os cantos e sons para todos os gostos. 
 
Complementando ou continuando os "embalos" pré-momo já se emenda as orações e devoções ao Festival de Verão que de religioso nada tem, mas serve como balizador do que sucederá, em termos de folia do povo, para outras comemorações públicas que vão até o Carnaval.


Haja festa, haja animação, haja bebida e haja curtição. 
Na terra da magia o mágico é poder estar em todos os eventos sem perder um momento, sem descanso, sem pudor e sem razão. Em linhas gerais, para tudo isso é preciso muito tesão.

Se perguntarmos, cada baiano tem um motivo ou um sentido para tanta energia e alegria, mas o que mais aflora no rosto de todos é estar na Terra da Felicidade, embalados com muito axé e com um dos refrões que muito balança e que é trecho da composição we are carnaval de Nizan Guanàes.


We are Carnaval
We are folia
We are the world of Carnaval
We are Bahia
E viva a folia, o resto veremos depois.

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