IEMANJÁ é Rainha do Mar e o Festival é do VERÃO.
Alguns baianos e turistas reverenciam, cada um com o seu estilo de devoção, a Rainha do Mar, nessa terra de todos os santos e de todos as crenças. Em barcos a remo, à vela ou lanchas potentes dos ricaços ou de quem tira onda de rico, o cortejo acompanha o barco tradicional que conduz as oferendas que serão lançadas ao mar, com a fé de que a Rainha do Mar retornará, em agradecimento, tudo de bom e maravilhoso esperado por todos.
O evento tem o lado religioso, como tudo que acontece na Bahia, mas e em escala bastante elevada, o lado profano prolonga-se por vários dias. Naturalmente que nem tanto ao céu e nem tanto ao mar, se essa festividade e outras do calendário dos baianos, que são revestidas de liberdade e permissividade, acontecessem em Sodoma e Gomorra a destruição dessas duas cidades teria acontecido bem antes do tempo em que o SENHOR as escomungou.Como atenuante ou não, os festejos de Iemanjá não tem nenhuma ligação ou referência com os Cristãos, aliás no dia 2 de fevereiro a Igreja Católica homenageia Nossa Senhora das Candeias. Derivando-se para o tal "sincretismo religioso" diz-se da existência da relação.
" A festa que é celebrada hoje pela igreja é chamada também de Purificação de Nossa Senhora, ou Nossa Senhora das Candeias, ou ainda Nossa Senhora da Candelária. Está é uma das mais tradicionais festas da igreja, remetendo ao século IV. É o dia em que Nossa Senhora e São José apresentam Jesus no Templo. Simeão exultou de alegria, porque Deus visitou seu povo, trazendo a salvação que ele, já em idade avançada, pode contemplar e profetiza sobre o Menino, mostrando o mistério de sua paixão, morte e ressurreição. Esta festa é conhecida também festa da Purificação de Nossa Senhora, porque segundo o costume dos judeus, somente 40 dias (se fosse menina, 80 dias) após o parto é que a mulher podia freqüentar de novo o Templo. Nessa ocasião devia cumprir a oferta prescrita pela Lei. " (http://oracoesdefe.blogspot.com).
São tantas e tão diversificadas as oferendas que, no dia seguinte, com o balanço das ondas, as praias ficam tomadas pelo que Iemanjá devolveu, aliás tudo que boia volta, naturalmente.
Mas o povo não é disso que se preocupa e sim da fé e da festa, aliás, medidas as proporções, cada uma ocupa o seu local, tempo e templo, com muita comida e bebida, gente de todos os cantos e sons para todos os gostos.
Complementando ou continuando os "embalos" pré-momo já se emenda as orações e devoções ao Festival de Verão que de religioso nada tem, mas serve como balizador do que sucederá, em termos de folia do povo, para outras comemorações públicas que vão até o Carnaval.
Haja festa, haja animação, haja bebida e haja curtição.
Na terra da magia o mágico é poder estar em todos os eventos sem perder um momento, sem descanso, sem pudor e sem razão. Em linhas gerais, para tudo isso é preciso muito tesão.
Se perguntarmos, cada baiano tem um motivo ou um sentido para tanta energia e alegria, mas o que mais aflora no rosto de todos é estar na Terra da Felicidade, embalados com muito axé e com um dos refrões que muito balança e que é trecho da composição we are carnaval de Nizan Guanàes.We are Carnaval
We are folia
We are the world of Carnaval
We are Bahia
We are folia
We are the world of Carnaval
We are Bahia
E viva a folia, o resto veremos depois.


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