27 de jan. de 2011

Relacionamento Proibido

Muitos de todos são, de alguma forma, envolvidos por um sentimento forte, independente do sexo, estado civil, raça ou crença, tudo isso ou apenas “alguns desses issos” é o momento de cada um que representa o que aflora de forma contundente e inesperada.

O tal amor que alguns dizem que não existe, na verdade é latente em qualquer vivente, basta, tão somente, ser um ser normal ou anormal, pois tal sentimento não tem fronteiras, razão ou questão. É e acabou, dane-se o mundo.

Coisas do coração? Qual nada. Não bombardeemos o já questionado órgão com coisas que pertencem ao corpo todo, pois o amor mexe com os sentimentos e este mexe com os sentidos que buscam, no universo de partículas que compõem o corpo, as energias para perdurar ou exaurir prazeres ou dores. É uma força, por vezes, inconsciente que move todos, “nesse mundo de meu Deus. Amem!”

A força do amor, irremediavelmente, vem de vertentes que incluem a paixão, o interesse, a descoberta, a fuga, o tesão e, até mesmo, a afirmação. Nada é tão perene quanto o amor, mas este, por si só, não mantém uma relação duradoura.

A máxima de que o amor é tudo é, simplesmente, expressão de sentimentos de filósofos provincianos, de profetas de um além que está além do mundo real, ou mesmo dos compositores que “deitam e rolam” sonhos em suas “cantigas de ninar” que, de resto, são pesadelos quando tocamos a vida, após a música para de tocar.

Nada é tão completo que de nada precisa para se completar. O amor não é diferente.

Os não vistos e os não ditos estão aderentes aos sentimentos fazendo-os cegos e surdos em situações que dão o rumo transverso ao que de real é real.

Matam-se, mordem-se, extravasam-se ao extremo ou mesmo acomodam-se, diante das janelas que se escancaram às visões jamais queridas ser vistas, mas surgem aos olhos, ouvidos e penetram o corpo sucumbindo às juras que dantes alegraram a alma e alimentaram os sentimentos mais profundos e confortáveis ao que de importante e bastante alegra a vida.

O amor é ou não a importância de um Relacionamento Proibido ?

Definitivamente não. O amor não é a única essência de nenhum relacionamento. Diz-se que o relacionamento acabou porque acabou o amor. Balela, conversa inconsciente ou de comercial de categoria sucumbida nos escombros do desmoronamento da raça.

O Relacionamento Proibido entre seres humanos é, antes de qualquer coisa, dogmas de cada sociedade em que se vive, pois regidos por leis escritas ou descritas proíbe, à conveniência de quem dele não tira proveito, a liberdade de expressão de sentimentos que poderá aflorar um amor, até, verdadeiro ou ingrato ou mal grato, além disso, vários não ditos ou omissos são a força do Relacionamento Proibido como o interesse, a vantagem, o benefício, esses são verdadeiros sustentáculos, pois o risco compensa, o sofrimento compensa, o aceitar a indiferença compensa, a carência que maltrata, a solidão que escraviza, o tempo que não passa, pois a vida não muda e o corpo inquietado pela falta de quase tudo revigora-se pela atenção de apenas uma benesse.

Qualquer relacionamento é um “negócio” e o Relacionamento Proibido é um “negócio” com máculas irreparáveis, mesmo quando amenizadas pela experiência adquirida. Não há estrada única para o relacionamento entre os seres, pois cada qual é uma estrada que se juntam, mas se separam, eventualmente, pelas trilhas da vida, pelos obstáculos a serem desviados ou pelo tempo inconstante. 

Estradas essas onde trafegam pessoas representadas por carros e cada carro, suportado, tem característica diferente, mas trafega, com ou sem permissão e desgastam a si e às estradas, às vezes com irreparáveis estragos a ponto de só revigorar as estradas, após o repensar da existência. 
Pronto. Fechei a estrada. Não haverá desgaste algum.
 
Engano. Puro engano. A estrada, também, desgasta-se sozinha, só que sozinha sucumbirá sem utilidade, sem movimento e cheia de ranhuras que a vida lhe proporcionou.


Descubra qual o tipo de estrada quer ser, mas reflita sobre a estrada proibida, pois esta, apesar de menos movimentada, não trará visibilidade de um horizonte alvissareiro.

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