14 de jun. de 2011

Não por falta de aviso, vários momentos são eficazes na condução de uma mudança radical em vidas serenas, saudáveis e por muitos desejadas, cerceando o que de mais importante é objetivo que traçamos nessa caminhada : a felicidade.

A palavra NÃO é, por muitas vezes, mal entendida, principalmente pelos jovens que tem pressa em viver cada momento dando o sentimento de que o HOJE será o último dia para ser feliz. 

Os noticiários, de um modo geral e quase que cotidianamente, revelam sons e cenas que fazem lágrimas rolarem de muitas faces, em todos os continentes e, não raras, são essas lágrimas acompanhadas de um desespero interior tão grande que nos fazem questionar sobre o real sentido da vida. Há sempre um : eu avisei; para que tanta pressa; isso poderia ser evitado, etc.

A vida, principalmente dos jovens, é, na atualidade, revestida de muitas facilidades, muitas opções e apelos de intensidade para o viver já, apesar de não agregarem valor essencial ao que de importante é necessário para uma paz constante. São molas propulsoras para o enganoso estar bem. 

As novas tecnologias, informações e disponibilidades de tudo, por tudo e para tudo, mesmo nas classes sociais mais carentes contribuem para as mentes infantis induzirem a um comportamento dantes possíveis aos dotados de etárias mais avançadas.
Quem de nós, antigos em tão tenra juventude, viveu o que, hoje, vivem os jovens do mundo todo e de um modo geral?

Aqui, o foco vai desde a quantidade até a qualidade. Hoje, o noticiário traz o término da etapa nesta vida para 7 adolescentes, em acidente de carro, quando iam para uma "balada" nas proximidades de onde moravam.  

Ontem, casos de consumo de drogas, prostituição, roubo do que nem precisa a título do “apenas levar vantagem” ou, até mesmo, “passar o tempo”. 

Diante estamos do fazer por fazer sem pensar ou se preocupar com o “depois”, pois esse será mera consequência de um antes, mesmo que trágico. 

Por que os jovens estão muito ágeis no viver intensamente?


A permissividade dos pais é consequência de uma fase de que questionar é “breguice” e que o preconceito de “tudo” por pouco ou por tudo é uma demonstração de envelhecimento. Os pais não querem ser mais “os antigos” os detentores da razão, da experiência e da exigência do respeito e da efetiva atenção dos jovens, seus antigos seguidores. Os pais querem e sentem necessidade de demonstrarem a jovialidade e a modernidade, muitas vezes copiando os comportamentos dos filhos e dos jovens.

Mesmo contrariando o seu interior de sensatez, fazem isso para não se distanciarem daquele tempo que não querem que passe. Manter-se jovem, não necessariamente, passa por abrir mão da experiência, do respeito e retidão ao que toda a sociedade necessita para ser feliz.
Mas isso não combina com os pais que se dizem e querem ser considerados modernos.



Que exemplo passa uma mãe que namora o namorado da filha?
Que exemplo passa um pai que é pedófilo?
Outro que é alcóolatra?
Os que a ética é para ser praticada pelo outro?


Ainda poderá ser feito algo para que os jovens aceitem um comportamento cauteloso, sem mentiras e excessos se a maioria caminha para o prazer do momento?

Resta aos pais, que buscam para os seus filhos uma condução de serenidade e respeito, uma condução para viver o momento no tempo certo, para fazer o que foi exaustivamente pensado e para não abdicar dos verdadeiros princípios da família, a única e simples ação : rezar.
Isso, rezar para que todas as ações dos filhos aconteçam da melhor forma possível e aguardar os momentos de alegrias ou sofrimentos, pois, HOJE, a decisão é mais em sentido inverso do que ocorria nos tempos passados, uma vez que já é presente a máxima :

ENTENDAMOS E ACEITEMOS AS AÇÕES DOS JOVENS SE QUISERMOS SER ENTENDIDOS E ACEITOS POR ELES.

Caso consigamos uma harmonia de sentimentos e ações sem parecermos fora do nosso tempo, seremos verdadeiros conquistadores.

Não esqueça que a mente, sem cobrar nada por isso, sinaliza, a todo momento, o que é certo e o que é errrado; o que é ridículo ou sensato e o que é digno, mas isso só é praticado por quem não quer ser influenciado pelas facilidades, pelos prazeres e pela falta de senso crítico o que, mesmo não revelado, é criticado pelos próprios filhos que, podem não demonstrar, mas se envergonham dos pais e debandam para não pagarem "mico".

Ser eternamente jovem é envelhecer aceitando as mudanças naturais que a vida impõe, transmitindo as etapas aprendidas sem imposição ou isenção. 

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