Estou aqui, mas nunca sozinho.
Na verdade, em qualquer lugar e sempre não haverá momento solitário, pois mesmo sem a presença física de alguém terá, mesmo em mistério, uma presença que nos é presente, consciente ou inconsciente, viva ou vivida, perceptível ou não.Em qualquer momento vemos, ouvimos ou sentimos o próximo, o distante, o perceptível e, até, o imperceptível. Ninguém está totalmente só em qualquer momento que seja, pois a própria consciência é companheira eterna e detentora das ações praticadas, impostas, visíveis ou invisíveis.
A cada momento o conhecimento do certo ou do errado, do bom ou do mal está ao alcance e o que é praticado é, por quem pratica, sabido. Não há ação sem reação, não há como se evitar o reconhecimento do que é conhecido, mesmo com punição ou premiação. Aquela máxima do “aqui se faz, aqui se paga”.
Todos os pecados capitais estão visíveis nas mentes, todas as ações do bem e do mal são, previamente, sentidas. Estar consciente é fazer-se vigiado, estar inconsciente é viver no esconderijo da razão.
O poder e a ganância levam ao esconderijo da razão, a ausência naquela hora da presença necessária leva ao esconderijo da razão e de nada valerá querer mostrar que “o camelo é maior que o deserto”, pois, mesmo assim, o camelo não será mais eterno que o deserto.
O poder e a ganância levam ao esconderijo da razão, a ausência naquela hora da presença necessária leva ao esconderijo da razão e de nada valerá querer mostrar que “o camelo é maior que o deserto”, pois, mesmo assim, o camelo não será mais eterno que o deserto.
A prática repensada “N” vezes ainda deverá ser pensada, mesmo esgotadas as possibilidades, pois aplicada haverá, ainda, a possibilidade de ter sido melhor ou pior se diferente fosse praticada.Não há esconderijo para os atos, pensados ou praticados, mesmo que a solidão possa parecer possível, pois nunca será.


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