Diante de tamanha pompa, haverá que se pensar em algo fora do castelo.
As origens das raças, crenças ou pensamentos ideológicos nem sempre estão sob a égide da espécie humana, até porque dela não depende escolher o tudo do todo, entretanto o quanto queremos ser, naturalmente no contexto humano, isso tem um "jeitinho". É só fazermos um "esforcinho".A proposta não passa por fazer um mundo perfeito, totalmente igualitário, quando o assunto é nível social, mas, por mínimos conceitos do estar bem, poderíamos sentir na pele o que a raça humana vive, em sua totalidade e os níveis em que cada qual se encontra.
Nada de utilizar a miséria como ponto de partida, ou mesmo a realeza como "salvadora da pátria", mas fazermos uma ANÁLISE do onde estou e para qual destino caminho, sem que haja atropelos, desencontros com o semelhante e, muito menos, o tal de "o meu espaço não divido com ninguém". Se essa análise for feita os nossos olhos terão uma visão mais ampla.Com a extrema certeza, encontraremos o nosso estado de espírito em várias situações em que o que pode ser feito, mesmo um pouquinho mais por alguém menos capaz, é maior do que imaginamos. Aqui, a capacidade está ligada a tudo o qual e quanto estão à volta de quem quer que seja. Temos a capacidade de sentir várias situações do tal "o problema não é meu" e seguir o nosso destino. Até as pequenas ações que estão ao nosso alcance, não as empregamos em prol "do que quer que seja" e que beneficiará alguém, ou algo, apenas por não podermos parar, pois o tal tempo urge !
Uma ação mínima que não envolve recursos ou desvio de rota e, até mesmo, não nos trará esforço algum, já está inserida na perda do tempo ou da paz, desculpa da nossa consciência, para não praticamos. Não temos tempo ! O tal do "cada um que cuide de si".
Já dizia, certa feita, um dos meus filhos de uma leitura das suas tantas horas de estudo :
PARA QUE PRESSA SE O OBJETIVO DA VIDA É A MORTE ?
Deixando de lado a essência macabra do questionamento, concentremo-nos no tempo que criamos para as coisas que nos parecem prazerosas, recompensadoras e gratificantes., pensemos, apenas, no OBJETIVO DA VIDA, para refletirmos se o foco que está sendo dado é bom não só para um único beneficiário e poderemos ampliar as consequencias das oportunidades que nos aparecem, transformando a vida ampla, no sentido da ação comum, e não só naquilo que interessa ao "meu umbigo".Confesso que já estou fazendo isso, há algum tempo, sinto-me melhor e consegui ter uma visão mais ampla dos meus objetivos da vida e tenho a certeza de que muitos estão fazendo bem mais do que eu, mas e aqueles que não estão nem aí ? Quanta energia não aproveitada, quanta insustentabilidade da vida é provocada e quanto é distanciado o semelhante do semelhante.
Plebeu não será plebeu e Realeza não será tão real, se olharmos um pouco mais à nossa volta, antes de darmos o próximo passo.
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